Sem dúvida, a melhor performance Wilson Fittipaldi Junior no automobilismo internacional ocorreu na Temporada Brasileira de Fórmula 3, no início de 1971. Wilson ganhou duas etapas, sendo o brasileiro que mais se destacou no torneio. E nas etapas que não ganhou, ganhou uma bateria em cada.
Havia muitos brasileiros excelentes no torneio, incluindo Jose Carlos Pace, Fritz Jordan, Luiz Pereira Bueno, Marivaldo Fernandes e dois pilotos cariocas que fariam parte da categoria naquele ano, Jose Maria Giu Ferreira, e Ronald Rossi.
Entre os estrangeiros, havia um futuro campeão mundial de F1, Alan Jones, e alguns futuros pilotos da categoria máxima do automobilismo, David Walker, Francois Migault, David Purley, Tony Trimmer e Torsten Palm. Entre os que nunca chegariam a F1, destacavam-se Giovanni Salvati, que ganhou uma prova na geral, e o suiço Jurg Dubler.
Na primeira corrida, a primeira fila foi completamente brasileira, com Wilsinho na ponta, seguido de Pace e Luisinho. Wilsinho ganhou as duas baterias, de passagem, dois 1-2 brasileiros, na primeira seguido por Pace, na segunda por Luisinho.
Uma semana depois, no dia 17, Wilsinho conseguiu mais uma vez a pole, com 3m01.8", desta vez seguido do italiano Claudio Francisci e Moco. Wilsinho ganhou as duas baterias, a primeira seguido de Salvatti e a segunda, de Walker, que era um dos pilotos oficiais da Lotus (o outro era Trimmer)
Na terceira prova, do dia 25, Wilsinho não marcou tempo de classificação, e mesmo largando em último (em vigésimo lugar) , ganhou a bateria por quatro décimos de segundo sobre Walker. Na segunda bateria, Wilsinho chegou somente em sexto, e o vencedor da bateria, Giovanni Salvati, acabou vencedor no agregado.
Em Porto Alegre, David Walker finalmente ganhou uma corrida, fazendo jus ao título de favorito. Wilsinho marcou a pole, com Pace em terceiro lugar, e ganhou a primeira bateria, mais uma vez com um décimo de diferença. Na segunda bateria, Walker conseguiu superar Wilsinho por dois décimos, assim, ganhou na geral com um décimo de diferença!.
Walker dominaria a F-3 inglesa naquele ano, que o levou a ser contratado como piloto da Lotus na F1, em 1972. Na F1, o piloto rápido simplesmente desapareceu, e sequer marcou um ponto enquanto o brasileiro se sagrava campeão mundial. Para piorar, Emerson Fittipaldi disse que foi o companheiro de equipe mais estranho da sua vida nas pistas. Wilsinho fez boa temporada na F2 em 1971, sem nenhuma vitória, e também chegaria na F1 em 1972. Giovanni Salvati participaria da temporada de F2 no Brasil, no final do ano, e foi morto em um acidente em Tarumã.
A Temporada Brasileira de F3 foi o epílogo da F3 de 1 litro.
Carlos de Paula é tradutor, escritor e historiador de automobilismo baseado em Miami
Artigos sobre a atuação de pilotos brasileiros na Fórmula 3, dentro e fora do Brasil, de autoria de Carlos de Paula. Carlos de Paula é tradutor, escritor e historiador de automobilismo baseado em Miami
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Monday, March 4, 2013
Tuesday, February 19, 2013
BRASILEIROS NA FORMULA 3 , 1971
Só dois brasileiros se aventuraram na Fórmula 3 européia, apesar da visita da categoria no começo do ano: os cariocas Ronald Rossi e José Maria Giu Ferreira, ambos com experiência na Fórmula Ford no ano anterior. Os dois amigos compraram um par de Brabham Fords, mas a temporada não foi bem sucedida. Estavam inscritos para muitas corridas em que não apareceram, por uma série de problemas. Rossi não largou em Brands Hatch, e apesar de ter se classificado em 2° para a largada da sua bateria, na estréia em Mallory Park, seus melhores resultados foram um par de 4° lugares, na mesma corrida de Mallory e Brands Hatch. Giu conseguiu a façanha (4° lugar) na sua última corrida, em Oulton, tendo obtido dois 5°s lugares.
Naquela época não existiam equipes profissionais de F-3, como hoje, e os pilotos basicamente tinham que fazer tudo. Os dois pilotos ainda participariam da primeira temporada brasileira de F-2, do fim do ano, sem muita distinção. Como consolação, os dois cariocas foram participar em uma prova de F-3 obscura na cidade dinamarquesa de Silkeborg, e fizeram um honroso 1-2. A prova era extra-campeonato.
1 vitória
Carlos de Paula é tradutor, escritor e historiador de automobilismo baseado em Miami
Naquela época não existiam equipes profissionais de F-3, como hoje, e os pilotos basicamente tinham que fazer tudo. Os dois pilotos ainda participariam da primeira temporada brasileira de F-2, do fim do ano, sem muita distinção. Como consolação, os dois cariocas foram participar em uma prova de F-3 obscura na cidade dinamarquesa de Silkeborg, e fizeram um honroso 1-2. A prova era extra-campeonato.
1 vitória
Carlos de Paula é tradutor, escritor e historiador de automobilismo baseado em Miami
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