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Tuesday, February 26, 2013

BRASILEIROS NA FORMULA 3 , 1975



Após o esquisito ano de 1974, no qual os dois campeonatos ingleses de formula 3 pareciam moribundos, o RAC tomou a decisão certa de realizar somente um campeonato para a categoria, patrocinado pela BP. Dois pilotos brasileiros representariam o país na categoria, Alex Dias Ribeiro, que no ano anterior chegara em segundo em um dos campeonatos, e Ingo Hoffmann, estreante na categoria. Os dois correriam com March 753-Toyota, sendo que Alex faria parte da equipe de fábrica. O ano começou bem para Alex, que ganhou uma prova extra-campeonato em Thruxton, mas logo entrou em uma fase não muito positiva, acidentando-se muito. Foi oitavo na primeira prova do campeonato, e abandonou nas três seguintes, incluindo uma desastrada atuação em Mônaco. Daí, recuperou-se um pouco, com uma vitória em Brands Hatch, mas infelizmente para Alex seu companheiro de equipe Gunnar Nilsson estava tendo um desempenho maravilhoso, e logo começou a monopolizar as atenções da equipe. A primeira metade do ano foi terrível para Alex, exceto pelas duas vitórias, mas a partir de Caldwell Park, em julho, os resultados começaram a aparecer, e Alex, que estava em 6° na tabela começou a subir de produção. Alex ganhou em Thruxton novamente, subindo para quarto no campeonato, e pontuou nas últimas cinco corridas do ano, chegando na penúltima prova em terceiro lugar. A última corrida foi realizada em Thuxton e Alex ganhou mais uma vez na pista, e abocanhou o vice campeonato, batendo o americano Danny Sullivan.

Ingo teve uma atuação mais modesta, porém mais constante. deixou de participar das duas primeiras corridas do campeonato mas pontuou nas suas duas primeiras provas, com 5° e 6° (em Mônaco) e de fato, pontuou 11 vezes ao todo. Na 18a etapa, em Oulton Park, Ingo já havia subido diversas vezes no podium, com um segundo e três terceiros lugares e só faltava uma vitória, que veio nessa corrida, com 1-2 brasileiro e volta mais rápida para Ingo, que terminou em 6° no campeonato.

Marcos Moraes estava inscrito em Mônaco, mas não compareceu.
Alex e o March de fabrica


Carlos de Paula é tradutor, escritor e historiador de automobilismo baseado em Miami

Wednesday, February 13, 2013

BRASILEIROS NA FORMULA 3 , 1974



Por Carlos de Paula
De um modo geral o ano de 1974 foi um ano difícil para quase todas as categories do automobilismo mundial, salvo a Fórmula 1. A causa principal foi a forte recessão mundial, causada pelo primeiro choque do petróleo de 1973, que por conseguinte, criou a a percepção (falsa) de que o esporte automobilístico era um desperdício enorme de petróleo. A categoria que mais sentiu o baque foi a Fórmula 3 inglesa. Os grids cheios e provas disputadas de 1973 deram lugar para grids que freqüentemente tinham menos de dez carros, havendo a vezes a necessidade de incluir carros de outras categorias, para a coisa não ficar tão feia. Em uma prova de um dos torneios ingleses, só dois carros da categoria largaram!

Entretanto, diversos brasileiros haviam planejado um ataque à categoria em 1974, e pelo menos um deles com um forte esquema, na teoria. O mais bem sucedido acabou sendo Alex Dias Ribeiro, campeão brasileiro de Formula Ford em, 1973, e que já havia disputado algumas provas de F-3 no final daquele ano. Alex resolveu disputar os campeonatos com um GRD, o que não era uma má idéia em 1973, só que o carro de 1974 não era grande coisa. O patrocinador de Alex era a Hollywood, e ao todo o mineiro radicado em Brasília disputou vinte corridas e obteve três vitórias, e diversas outras colocações entre os seis primeiros. Alex teve quebras de equipamento que o impossibilitaram de disputar algumas provas, mas ganhou já na sua quinta corrida, em Snetterton, depois ganhando também am Oulton Park e Brands Hatch. Acabou sendo vice-campeão de um dos torneios.

José Pedro Chateaubriand trouxe diversos patrocinadores brasileiros, entre os quais a SPI e a Rodão, para a equipe de fábrica da March, inegavelmente a melhor posição na categoria. Entretanto, seu companheiro de equipe Brian Henton, dominou amplamente os dois campeonatos, mas o brasileiro mesmo só obteve dois segundos lugares, sem o destaque do inglês. Chateau disputou vinte e sete corridas, e obteve seus segundos lugares no final do ano, em Brands Hatch e Oulton Park.

Já Marcos Moraes, desconhecido piloto no próprio Brasil, comprou GRDs e compareceu às corridas num ambicioso Team Brasil. Pontuou na sua primeira prova, 5° em Silverstone, mas também havia tão poucos concorrentes que o difícil era não pontuar. Problemas com equipamentos e adaptações afastaram a equipe da maioria das provas da primeira metade do campeonato, mas a partir da terceira corrida de Silverstone, o carro preto estava de volta numa base permanente. A melhor colocação de Marcos foi 4°, em Thruxton, já no final do ano, e ao todo, pontuou sete vezes. Seu irmão Luis Moraes também disputou duas provas, obtendo um bom quinto lugar em Snetteron, e abandonando em Silverstone. Outro piloto a correr com o team Brasil foi Julio Caio, que chegou em 6° em Silverstone, na sua estréia, e abandonou em Snetteron. Daí por diante a equipe nunca mais alinhou dois carros, somente o carro de Marcos.

Marivaldo Fernandes alugou um carro da March quando estava na Inglaterra e realizou o sonho de correr na Europa, chegando num excelente quarto lugar em Silverstone. Teleco, que no ano anterior disputara algumas provas da categoria, só conseguiu largar três vezes, e depois desapareceu dos circuitos ingleses. Seu melhor lugar foi sétimo.

E quando Henton já tinha garantido os dois campeonatos, certamente por concessão aos patrocinadores brasileiros, a March inscreveu Jan Balder em duas corridas. Infelizmente a sua performance foi longe do desempenho de Henton, abandonando uma prova e chegando em décimo, na outra.

Ao todo, oito pilotos brasileiros disputaram ao menos uma prova do campeonato. Desses, somente Alex conseguiria atingir a Fórmula 1, embora Chateaubriabnd tenha corrido na Formula 2 no ano seguinte.
Alex e o GRD patrocinado pela Hollywood. Volta às vitórias na F3


Carlos de Paula é tradutor, escitor e historiador baseado em Miami 

BRASILEIROS NA FORMULA 3, 1973



Por Carlos de Paula

Após um hiato de um ano, voltou a haver representação brasileira na Formula 3, com três pilotos, o gaúcho Leonel Friedrich, o paulista Luis Antonio Siqueira Veiga, conhecido como Teleco, e Alex Dias Ribeiro no finalzinho do ano. Leonel tinha sido campeão brasileiro de Turismo Classe A, em 1972, e já havia corrido em monopostos na Fórmula Ford brasileira, em 1971. Escolheu o March com motor Ford, e participou dos três campeonatos ingleses. Embora não tenha ganho nenhuma corrida, Leonel chegou em segundo cinco vezes, vencendo uma bateria em Oulton Park. Chegou também em quinto em Mônaco, uma corrida na qual brasileiros geralmente tinham participação apagada. Sua melhor posição em campeonato foi quinto no Forward Trust, mas cabe lembrar que diversos bons pilotos correram na categoria naquele ano, incluindo Jacques Laffitte, Tony Brise e Alan Jones. Muito se falou da volta de Leonel à Europa no ano seguinte, e até mesmo de uma possível participação do piloto na Fórmula 2, mas Friedrich cedeu à pressão da família e abandonou o esporte para administrar os negócios familiares. Curiosamente, muitos anos mais tarde Leonel voltaria a correr na F-3, desta feita na versão sul-americana, tornando-se um dos pilotos de ponta da categoria.

Teleco e seu March

Já Teleco mal havia obtido sua licença de piloto de competição no Brasil e rumou para a Europa, após algumas corridas com Fusca no Brasil. Também escolheu um March Ford para disputar a Formula 3, mas a falta de experiência ficou patente: nas 16 primeiras corridas o melhor resultado de Teleco foi 5°, em Brands Hatch. Na última corrida de Thuxton do ano, Teleco surpreendeu, chegando em segundo e prometendo voltar no ano seguinte.

Alex já tinha acertado que correria na F-3 em 1974, e veio para a Inglaterra no final do ano para acertar detalhes. Fez duas provas de prospecção com um March, não conseguindo largar em Thruxton, e chegando em 8° em Brands Hatch.

Jose Maria Giu Ferreira estava na lista de inscritos da prova de suporte do GP da Inglaterra, mas não compareceu..

0 vitórias

Leonel Friedrich, com Alan Jones atrás