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Tuesday, February 26, 2013

BRASILEIROS NA FORMULA 3 , 1986


Sim, o automobilismo é. as vezes, um esporte injusto. Em termos de brasileiros, acho que a maior injustiça foi Maurizio Sandro Sala nunca ter chegado à Fórmula 1. Diversos outros pilotos com menos gabarito, mas bolsos mas cheios e melhor relacionados, conseguiram chegar lá, mas apesar de uma excelente temporada na Fórmula 3, em 1986, Sala teve que se contentar com uma carreira em carros esportes, na qual foi muito bem sucedido. Se é algum consolo, seu maior concorrente na temporada de 1986, Andy Wallace, também nunca chegou à F-1 (outra injustiça) e o terceiro colocado, Martin Donnely, por muito pouco escapou da morte na categoria maior do automobilismo. Sala já começou o ano ganhando, com seu Ralt VW, a primeira rodade em Thruxton, seguido de Wallace. As posições se inverteram em Silverstone, com Wallace em primeiro e Sala em segundo, e depois Sala conseguiu abrir vantagem sobre o inglês, com duas vitórias seguidas, em Thruxton e Silverstone. A partir daí as coisas de se inverteram, e Wallace teve um melhor fim de temporada, de fato ganhando as quatro últimas provas. Sala ainda ganharia mais uma prova, em Snetterton, perfazendo um total de quatro vitórias e o vice-campeonato inglês de Fórmula 3

4 vitórias

Carlos de Paula é tradutor, escritor e historiador de automobilismo baseado em Miami

BRASILEIROS NA FORMULA 3 , 1990


Após o apagado desempenho brazuca em 1989, esperava-se muito de Christian Fittipaldi, que havia ganho o Campeonato Sul-Americano da categoria do ano anterior. O filho de Wilson Fittipaldi Jr. correu com um Ralt Honda da West Surrey Racing, insuficiente para trazer-lhe o título britânico. O ano foi dos dois finlandeses Mika, Häkkinen e Salo, e o melhor que Christian pode fazer foi obter uma vitória em Donington, além de um 2° em Silvertone e um 3°lugar em Snetterton. Niko Palhares também disputou algumas provas do campeonato inglês, com um Reynard VW e sua melhor colocação foi 10°, em Brands Hatch. Jose Cordova disputou duas provas, e sua melhor colocação tam,bem foi 10°.


A grande novidade do ano foi a participação de um brasileiro no campeonato alemão, que cada vez mais se internacionalizava. Eduar Merhy Neto escolheu a série alemã, disputando diversas corridas com um Reynard Opel. Obteve um 4° lugar em Nurburgring e um 5° em Zeltweg, Áustria.

Na Corrida de Fuji, Maurizio Sandro Sala, piloto de prestígio no Japão, correu com um Ralt Honda e abandonou.

1 vitória

Carlos de Paula é tradutor, escritor e historiador de automobilismo baseado em Miami